domingo, 28 de outubro de 2012



Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4444/12, do deputado Edio Lopes (PMDB-RR), que amplia de três para cinco anos a validade do certificado de registro de arma de fogo e reduz as exigências para a renovação do porte de arma.
Pelo texto, para o certificado de registro, o proprietário de arma de fogo será dispensado de apresentar comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio do artefato, exigido atualmente tanto no licenciamento quanto na renovação.
No lugar desse documento, o projeto prevê a entrega de teste de acuidade visual, que passará a fazer parte também dos requisitos exigidos no processo de registro.
Édio Lopes afirma que, à época da elaboração do Estatuto do Desarmamento (Lei10.826/03), considerou-se que elevar o custo e aumentar a burocracia para a obtenção do registro de arma estimularia as pessoas a desistir de seus armamentos. “Passados alguns anos, verifica-se que essa estratégia não vem funcionando”, argumenta.

Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:


quinta-feira, 25 de outubro de 2012


NEM TUDO NA VIDA DE UM POLICIAL É GLORIOSO



Analisando o vídeo acima, além de ter uma bela letra e melodia, retrata uma realidade que muitos policiais estão sujeitos, afinal passamos mais tempo com os companheiro(a)s de serviço, em escalas extenuantes, do que em nossas próprias casas. Porém não estamos tratando aqui, de casos extras conjugais, afinal cada um que cuide da sua vida, o que reflete na tropa, é o que nos preocupa.
A vida de um operacional, que está no “front” diário, sabe que para desenvolver qualquer trabalho, ou simplesmente executar seu ofício, não são apenas as máquinas (viaturas, motos), e equipamentos (armas letais e não letais), que devem estar aptas para o trabalho, ou como dizemos: “prontas para em condições dê”...
A máquina humana, essa sim, deve estar apta a operar os instrumentos supramencionados, mais como pode um ser humano (policial) dotado das mesmas qualidades dos não policiais (paisanos)...ter esses tipos de problemas, pois são treinados para enfrentar situações de mais alto estresse??? (Afinal, há quem diga que policial não pode passar por crises).
Toda situação, que ocorre na vida de um policial, reflete significativamente no trabalho, nenhum agente de segurança, por mais “casca grossa”, que seja, está livre dos infortúnios, antes ou após o trabalho.

O que eu tenho haver com isso?

Em um trabalho em equipe a máquina humana não pode falhar (mais falha), assim espera a sociedade e os policias são cobrados diariamente em relação á isso. Um descuido pode ser fatal, uma vida pode ser ceifada, tanto dos criminosos (menos pior), quanto do paisano, de um integrante da guarnição, ou do próprio agente com problemas.
Muitos sucumbem, e recorrerem à subterfúgios para fugir das pressões, eis algumas delas;
  • Problemas conjugais
  • Problemas financeiros
  • Desmotivação pessoal e profissional
  • Perseguições no trabalho
  • Estresse diário das ocorrências
  • Etc...
Alguns acreditam que isso vai resolver momentaneamente seu problema:
  • Relações extraconjugais
  • Atos criminosos, roubo, furto e tráfico
  • Confusão, violência físicas (justiça com as próprias mãos)
  • Consumo de álcool, drogas e derivados
  • Etc...
Os profissionais que administram os plantões de cada corporação, sabem exatamente as dificuldades de lidar com pessoas que estão passando por esses problemas, pois as faltas ao serviço aumentam, se tem dificuldade de alocar o agente no plantão e a desconfiança tanto dos companheiros de trabalho quanto da população que reconhece atos inapropriados de um dependente químico, são alguns itens que acabam atrapalhando a rotina policial.

Poucas são as corporações que investem em tratamentos preventivos, a fim de evitar que o agente cai no mal agouro, os próprios envolvidos sentem-se envergonhados de procurar ajuda, pois tem receio, do preconceito que possa  vir a ocorrer.

Esse pavio curto que é o trabalho policial, pode ser acendido a qualquer hora, pois a pessoa que passa por uma dificuldade, pode se descontrolar em uma ocorrência, cometer abusos desnecessários, e vai responder por isso, trazendo-lhe ainda mais problemas. Disparos com arma de fogo é uma preocupação maior, aliado com álcool, drogas e um serviço que requer condições acima das normais para sua execução, pode gerar o fator morte, que não área da segurança pública é vista como “fracasso”, pois o maior bem, que é a vida, deve ser preservada.
O policial que passa por problemas deve procurar ajuda profissional, o que está da iminência de um problema também deve procurar ajuda profissional, afinal são várias vidas que estão por trás de um símbolo chamado farda, e um herói chamado policial. O preço a se pagar é muito alto.

Concito aos operadores da lei, à assistirem o documentário policial, que retrata na pele, as dificuldades de quem não suportou as pressões impostas pela vida, a qual todos nós estamos sujeitos a enfrentar. 

  
parte 2
   
parte 3
  
  parte 4





Autor: GCM DACUNHA

Nota: A reprodução desta postagem é autorizada, desde que reproduzida na sua íntegra e citada a fonte do blog.

Blog: http://amigosdaguardacivil.blogspot.com.br/

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Projeto de Guarda Municipal Armada em Itajaí


Em breve Itajaí terá uma Guarda Armada mais um avanço para este profissionais se segurança pública.



Fonte: blog amigos da guarda civil

terça-feira, 23 de outubro de 2012


De acordo com o Ten. Cel. PM Ubiratan os resultados vem tornando-se satisfatórios logo após alguns anos de investimentos e articulação para a formação do canil da Guarda Municipal de Corumbá. Os guardas Alessandro e Alvarenga acabam de retornar da cidade de Jundiai-SP, referência no Brasil quanto ao uso da guarda canina, onde participaram do curso de faro de entorpecente. 

A iniciação do animal no combate ao crime começa a exatos 45 dias de vida período em que é realizado o teste de Campbell, nele é avaliado se o cão é ativo, possessivo, briguento, submisso, nem muito bravo e nem muito agressivo. O tempo investido no treinamento de um cão guarda chega a mais de um ano para que ele possa estar preparado. 

O treinamento do cão guarda é realizado em um tempo inferior em relação ao do cão guia para deficientes visuais cuja preparação dura em media de dois a três anos. 

Mesmo realizando o teste de Campbell e o cão demonstrar toda afinidade é possível que ao longo do treinamento ele não assimile mais o treinamento, em média são utilizados trinta minutos diários para treinar o cão, por isso que o canil deve ter um plantel a disposição caso um dos cães não se adequar ao treinamento. 

"Este intercâmbio com as guardas municipais do Brasil fazem com que nossa Guarda Municipal se aprimore cada vez mais e devido a isso hoje somos referência no Estado", declarou o comandante Ubiratam. 

Cada curso realizado pelos guardas municipais custariam em média R$ 10 mil para cada um deles caso fossem custeados pelo cofre do município, graças às articulações com outras guardas municipais e também com a PE, Policia do Exercito, os cursos foram realizados sem nenhum ônus. 

Os guardas Alessandro e Alvarenga participaram de curso de faro de entorpecente na Policia do Exercito em Campo Grande com duração de três semanas, busca em mata e área urbana na cidade de Jundiaí-SP com duração de uma semana e agora se preparam para voltar a Jundiaí e realizar mais um curso de faro de entorpecentes com técnicas diferentes às aprendidas na PE em Campo Grande.

O treinamento 
Os cursos ministrados pela Royal Canim são referência no mundo todo. Instrutores vindos dos Estados Unidos ministraram o treinamento. Às guardas municipais de São Paulo e nossos guardas tiveram a oportunidade de participar destes treinamentos.

-O animal é sempre incentivado após a realização de algum exercício com petiscos ou carinho. 
-O cão é utilizado ao longo de oito anos e logo é aposentado. 
-Cães de faro não são viciados, uma vez que seu treinamento consiste em localizar o objeto (brinquedo, utensílio etc.), "o animal é treinado para achar o objeto e não a droga, a droga vem dentro do objeto e o animal não tem um contato direto com ela, ou seja, o faro não é viciado" declaram os guardas Alessandro e Alvarenga. 
- O cão é treinado por duas pessoas: o condutor e o auxiliar depois do treinamento do cão quando ele é considerado apto para o serviço de guarda todos podem utiliza-lo, com tal que tenham noções básicas de condução do animal.

Até o momento o canil da Guarda Municipal conta com um pastor alemão o "Laion", dois hotwalers, e um labrador. Entre os equipamentos adquiridos: roupa de mordida, cizal ou salsicha, colar guia, bastões. "Pretendemos continuar com o aperfeiçoamento e ser referência no Estado", conclui o Comandante Ubiratan.

FONTE: blog amigos da guarda civil

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


ENTEADO TENTA MATAR PADRASTO A TIROS NO CENTRO DE FOZ DO IGUAÇU















Na tarde desta quarta-feira (17), guardas municipais em serviço nas proximidades do Bosque Guarani, foram abordados por uma pessoa que informou que trafegava como seu veículo Fiat / Fiorino, de placas ABD-9387, de Foz do Iguaçu, pela Avenida República Argentina, nas proximidades da Avenida Beira Rio, quando seu enteado teria tentado mata-lo, efetuando diversos disparos de arma de fogo, inclusive acertando o veículo que o solicitante utilizava.
Diante das características, servidores municipais do GOT (Grupo Ostensivo de Trânsito) da Guarda Municipal abordou um adolescente de 17 anos de idade, o qual confirmou que teria tentado mata-lo, mas na revista pessoal a arma não foi encontrada.
Logo chegou novas informações, de que o adolescente teria repassado a arma para uma adolescente do sexo feminino, o qual foi abordada pelo GTA (Grupo Tático de Apoio) da GM, sendo abordada uma jovem de 17 anos, o qual lograram êxito em encontrar um revolver, calibre 38, com diversas munições intactas e quatro deflagradas.
Diante dos fatos foi dado voz de apreensão aos dois adolescentes e encaminhados ao DEA (Delegacia Especial do Adolescente) para lavratura do ato infracional. Na delegacia o autor dos disparos relatou que esta é a segunda vez que tenta matar seu padrasto, pois na primeira vez foi com uma faca. Porem na delegacia nem a vítima nem o autor não declinaram a motivação do crime.


fonte :blog amigos da guarda civil

Guarda de Salvador integra 11 Câmaras Temáticas para segurança em eventos esportivos



Membro nato da Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos, a GMS se prepara para a Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo2014 nas oficinas que discutem temas como mobilidade urbana, pontos turísticos, segurança de dignitários e gerenciamento de crises.

Por Ascom GMS – 17.10.2012

             Instalada em agosto deste ano, a Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos, é coordenada pela Polícia Federal e ligada diretamente à Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (SESGE- MJ), órgão que coordena as ações de segurança relativas à Copa das Confederações de 2013, à Copa do Mundo de 2014, aos Jogos Olímpicos de 2016 e a outros grandes eventos sediados no Brasil. Previstas no regimento da Comissão, 15 Câmaras Temáticas foram criadas, com reuniões semanais até o final de outubro para tratar de assuntos inerentes aos Grandes Eventos e elaboração de protocolos operacionais do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Destas, 11 têm a participação da GMS.
              “Estamos ocupando cada vez mais nosso papel no cenário da segurança pública ao participarmos efetivamente da construção das ações referentes a estes eventos em nosso município”, afirma Vagner Santos, responsável interno pela integração entre as oficinas com a participação da GMS. São as seguintes: Aparelho Urbano, Vias Urbanas e Transportes Públicos de Massa; Acomodações, Hotéis e Navios- Hotéis, Áreas Impactadas e Pontos Turísticos; Estádios (Arenas) de Competição; Fan Fest, Public View e Eventos Relacionados/ Oficiais; Operações Especiais, Gerenciamento e Negociação de Crises e Ações Contramedidas; Segurança de Dignitários Escoltas e Batedores às Delegações Estrangeiras; Comando e Controle Integrados; Comunicação; Comando de Incidentes e Gerenciamento de Riscos Relativos a Eventos da Natureza; Inteligências; e Áreas e Instalações de Treinamento. Demais órgãos municipais, como a Defesa Civil, também como membro nato, e a Transalvador, como membro convidado, estão presentes em diversas Câmaras Temáticas. Além de desenvolver estudos com base em análise e avaliação de riscos, as oficinas visam a elaboração de planos integrados de segurança pública e de defesa civil, com a criação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). A unidade, presente nos mesmos moldes nas maiores cidades do mundo, irá centralizar a parte operacional, de monitoramento de imagens e de ações de inteligência policial.
            “A Guarda Municipal do Salvador vem se preparando solidamente para os grandes eventos em nossa capital. Desde a capacitação do nosso efetivo, a exemplo dos agentes que prestam apoio turístico, até a busca pela integração com órgãos municipais, estaduais e federais, pretendemos cumprir com nosso papel que é tão amplo dentro do sistema de segurança pública”, afirma Sergio Raykil, gestor da corporação e membro titular da Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos. A GMS já é a principal responsável pela coordenação da câmara temática de segurança do município, além de ser representante de Salvador na câmara temática nacional.

                                          
Atenciosamente,Ascom - Guarda Municipal do Salvador
Susprev
Responsável - Lucas Pereira
9984-2710 / 3183-8304
Email: guardasalvador@gmail.com
Site: www.guardamunicipal.salvador.ba.gov.br

Twitter: www.twitter.com/guardasalvador
Facebook: 
www.facebook.com/guardamunicipalsalvador
FONTE: BLOG AMIGOS DA GUARDA CIVIL

domingo, 14 de outubro de 2012

             Permancer em pé por longos períodos...

Por Osny Telles Orselli

PORQUE NÃO SE DEVE PERMANECER EM POSIÇÃO DE PÉ POR LONGOS PERÍODOS:

Há atividades laborais que obrigam as pessoas a trabalharem de pé por longos períodos.
Controladores de painéis de emergência, Policiais, seguranças de bancos e hotéis, postos de trabalho que obrigam o trabalhador a se deslocar com freqüência.
Para estes casos não se pode pensar sequer numa cadeira especial.   Ao ficar de pé por longos períodos, mesmo aqueles condicionados fisicamente que, infelizmente, não é a maioria, a postura não é reta. As pessoas ficam cansadas, se esquecem da postura e entram em fadiga postural. A fadiga postural é perversa, pois não manda avisos.  Qualquer pessoa já passou por isso em breves períodos de tempo. Mas, o problema é quando esta situação é constante, durante horas e todos os dias.
Estas doenças são classificadas como distúrbios musculo-esqueléticos e são consideradas como uma doença ocupacional e como tanto precisa e deve ser prevenida pelos patrões, pelas empresas.   Alem da obrigatoriedade, como se vê mais abaixo, a falta desta prevenção pode comprometer todo o trabalho, toda uma operação, toda a atividade ocupacional.
As conseqüências são graves para o trabalhador e para sua função, para sua atividade.  
Para a saúde do trabalhador, a conseqüência são dores musculares que às vezes de tanta constancia são “esquecidas”, dores lombares ou lombalgias e depois lesões da coluna.   Para a saúde de seu trabalho, de sua atividade, as conseqüências vão desde erros, falta de atenção, perda de resposta imediata a uma solicitação de emergência e assim por diante.
Ora, um segurança que não fica atento, não responde a um ataque de imediato, está comprometendo a operação, todo o procedimento do esquema de segurança.
Para um operador de painéis de emergência, os riscos de um erro são grandes e pode comprometer uma produção e mesmo uma planta.   A Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego 17, conhecida como NR 17, trata da ergonomia.
Esta Norma, esta Lei Federal, determina que se adote medidas preventivas e eficazes para que os riscos de doenças músculo esqueléticos sejam evitados.   
Ergonomia, uma ciência cada vez mais difundida e necessária para qualquer atividade laboral ou de lazer, busca o conforto, busca a se executar uma atividade com menos esforço.
O que se esquece muitas vezes é que há atividades como as mostradas acima que, aparentemente, não mostram grandes esforços, como levantar pesos, que são tão comprometedoras para coluna vertebral como levantar um saco de cimento sem critério.
Quais as medidas que devem ser tomadas para não comprometer a saúde do trabalhador e o bolso do empresário?   
Listamos abaixo algumas que entendemos como eficazes, sem atentar para sua importância pela ordem das mesmas.    
1.         Adotar ginástica laboral a ser exercida por profissional de educação física 
2.         Adotar um programa de treinamento para fortalecer a coluna vertebral que induza o trabalhador a adotar métodos da prática de exercícios físicos, como manter boa postura em todas as ocasiões, como praticar a ginástica do GATO a cada hora, a adoção de ingestão de água, como manusear qualquer tipo de carga mesmo as pequenas. Este item 2 pode ser contemplado através do Programa de prevenção de lombalgias e lesões da coluna “Coluna Segura”.  
3.         Adoção do banco semi sentado Golden Seat com regulagem de altura do assento.

O fato de permanecer muito tempo em pé ou sentado não é um causador de varizes. No entanto, pode acelerar o aparecimento de vasinhos, agravando para varizes para quem tem tendência à formação das mesmas.

Ficar em pé durante vários períodos longos, independentemente das varizes, podem gerar cansaço, peso e inchaço nas pernas, causando grande desconforto no fim do dia. O que às vezes é confundido com má circulação. Na verdade, mesmo sem ter varizes, o fato de permanecer muito tempo sentado ou pé diminui a ação dos músculos da panturrilha sobre as veias, pois estes ficam muito tempo sem se contrair de forma efetiva, impedindo o bombeamento do sangue no sentido ascendente e gerando uma estagnação dos mesmos nas veias da musculatura da panturrilha. Esta estagnação sanguínea promove um aumento da pressão venosa nas pernas, ocasionando dores e desconforto.
Não fique em pé na mesma posição mais do que alguns minutos.
Essa prática pode provocar diversas patologias, como por exemplo, dores nas costas, inflamações e inchaço nas pernas, diversos problemas de circulação sanguínea e cansaço muscular, cãibras devido à formação de ácido lático, além dos famosos esporões de calcâneo.





Procure transferir o seu peso de um pé para o outro ou, se a situação o permitir, coloque um dos pés em cima de um objeto mais alto (como o trilho para apoio dos pés ao longo da parte inferior de um balcão, por exemplo). Quando você faz isto, a sua pélvis é levada para trás e a carga sobre os músculos das costas diminui.
Se você tem que fica muito tempo em pé, ou se você sente um mal-estar nas costas sempre que é obrigado a fica nessa posição, é bom que você faça exercícios de alongamento para o músculo flexor do quadril ou para os músculos da coxa. Músculos flexores do quadril enrijecidos farão com que sua pélvis se incline para frente o que forçará o músculo das costas.
Situações que exigem muitas horas em pé ou sentadas devem ser intercaladas com pelo menos 10 minutos de caminhada, com passos firmes e vigorosos. Desta forma as veias da panturrilha são “ordenhadas” pela musculatura, impelindo o sangue no sentido do coração e aliviando a pressão venosa nas pernas. Outra medida para diminuir a pressão venosa, de repouso a suas pernas, procure deitar-se colocando as pernas sobre travesseiros, de modo que fiquem mais inclinadas que a altura de sua cabeça.
Outro acessório importante e que não deve ser esquecido é o calçado, o qual deve ser o mais confortável possível.
Pode parecer besteira, mas as práticas destas informações lhe ajudarão a diminuir as dores e o inchaço nas pernas, fazendo com que seu dia seja mais proveitoso e produtivo.
Todos sabem dos cuidados básicos no transporte de detidos, mas eventualmente ocorrem falhas, e com estas temos que cada vez mais nos aperfeiçoar. Apesar de a cada dia a legislação corrente no nosso país tentar facilitar a vida de bandidos e afins, temos que prezar por nossa segurança durante o serviço.

Todo detido antes de ser colocado dentro de uma viatura, seja no banco de trás, seja no cubículo, tem que ser revistado. Caso não seja a sua guarnição que prendeu o elemento, e esteja somente dando apoio, conduzindo o detido, faça a revista pessoal, afinal de contas é sua vida de seus companheiros que esta em risco, caso algo tenha passado em branco.

Quanto à questão do algemamento, algeme se necessário e justifique na ocorrência, afinal algumas linhas a mais valem muito mais do que sua vida, exemplo aos menores de idade.

Evite colocar o detido (quando no banco de trás) atrás do motorista, pois qualquer tentativa de fuga aumenta os riscos à guarnição se acertar o motorista da viatura.

Solicite ao detido que fique com a cabeça baixa durante o deslocamento pois assim, o mesmo não fica analisando a rota e possíveis momentos adequados a tentativa de fuga, como por exemplo engarrafamentos e semáforos vermelhos.

Quando o detido estiver no cubículo apesar da maior segurança para a guarnição fique atento ao preso no deslocamento e quando for retirá-lo, atenção redobrada pois é o momento em que o elemento tem a sua última chance de fuga.

Também há casos aonde os policiais deixam armas no banco de trás da viatura, e o perigo pode ser maior como já publicamos anteriormente, veja aqui.

Abaixo um vídeo mostrando a fuga de um detido do banco de trás da viatura. Dessa vez o elemento somente fugiu, mas com a mesma facilidade que fugiu poderia ter agredido os policiais militares ou algo pior.

Aos críticos dos profissionais que trabalham a noite, saibam que o desgaste que este agentes sofrem, o descanso é primordial e necessário, pois o serviço é diferenciado, estar atento a todos os momentos e a desatenção custa muito caro, normalmente à vida.

Para o ser humano, o que significa a perda de uma boa noite de sono? Apenas mal-humor ou cansaço físico e mental? Alguns cochilos durante o dia? Uma noite de sono interrompido ou a insônia significam muito mais, pois esses fatores exercem reflexos diretos na saúde da pessoa e no desempenho do profissional. Mesmo que o colaborador consiga manter os olhos bem abertos no seu posto de trabalho, isso não quer dizer que ele terá um bom aproveitamento e conseguirá realizar suas atividades com total eficiência. Também não se deve esquecer que um funcionário sonolento é bem mais propício a acidentes de trabalho e se sua atividade for considerada de risco, as conseqüências podem ser sérias.
Mas será que a insônia dos funcionários deve ser uma preocupação das empresas? Se os dados da Sociedade Brasileira do Sono forem levados em consideração, a resposta é afirmativa. Para se ter uma ideia, segundo pesquisa realizada pela entidade, só no Brasil, 32% da pessoas dormem mal. Diante disso, as empresas e os gestores devem ficar atentos
para o fato de que, durante o dia, o organismo humano consome substâncias vitais ao seu equilíbrio e, ao mesmo tempo, produz elementos que promovem a vontade de dormir. 
Quando por algum motivo a fisiologia do sono é contrariada, é desencadeada uma agressão às células que precisam de repouso ou de trocas de substâncias. Isso não só traz conseqüências internas imperceptíveis a olho nu, mas também mina as reservas físicas do organismo. O reflexo dessa situação provoca sensações de cansaço, irritação, sonolência, desempenho aquém do esperado, entre outros sintomas negativos. E a recuperação física e mental do insone não se fará somente com apenas uma nova noite de sono. Algumas vezes, é necessária até mesmo uma semana para que se equilibrem todos os fatores envolvidos.

De acordo com a neurologista Andrea Bacelar, da Clínica Carlos Bacelar/Rio de Janeiro, a população adulta dorme, em média de 7h a 8h por noite. No entanto, há exceções. Existem, por exemplo, pessoas que podem dormir apenas cinco horas e ter a sensação de sono reparador quando acordam. Por outro lado, outros indivíduos necessitam de 10h de sono para “funcionarem” bem durante o dia. “Estes casos não são considerados distúrbios e sim variações individuais”, explica a médica.
Ela alerta para o fato de que muitos trabalhadores brasileiros têm perdido o sono em decorrência do estresse provocado pelo ambiente de trabalho e da pressão que acompanha as responsabilidades do cargo que o profissional exerce. Hoje, ressalta a neurologista, com a política de metas implantadas por muitas empresas, horários de trabalho em turnos, além da remuneração muitas vezes incompatível com a carga de trabalho, certamente os profissionais têm mais dificuldades para iniciar e manter o sono, gerando para o organismo um estado de hiperalerta.
Quando questionada sobre os efeitos que uma noite de sono perdida provoca ao desempenho do profissional, Andrea Bacelar explica que quando a pessoa dorme menos do que o organismo necessita ou adormece fora do horário do seu relógio biológico, podem surgir problemas. Em curto prazo, por exemplo, ocorre o aumento da chance de acidentes no trabalho ou na rua devido ao comprometimento do grau de alerta e também pela queda da rapidez do raciocínio. Em médio prazo, a perda do sono pode confundir o sistema endógeno (interno) a respeito da hora ideal para dormir. O que acontece ao ser humano são momentos em que se poderia descansar, mas que o organismo não respeita, pois não está sincronizado.

Os acidentes de trabalho – As pessoas sonolentas são mais suscetíveis a acidentes de trabalho, porque chega um momento em que haverá falhas nos circuitos cerebrais e as estruturas do cérebro forçarão a pessoa a cochilar com a finalidade de preservar as áreas consideradas nobres. Dessa forma, não adianta o indivíduo bancar o forte e se sobrecarregar com tarefas em vigília. Há dados que mostram isso, com riscos graves e irreversíveis que colocam vidas em perigo e isso é relatado em casos históricos como o acidente nuclear de Chernobil, o petroleiro Exxon Valdez e o ônibus espacial Challenger.

A neurologista destaca que algumas medidas podem ajudar as pessoas a vencerem o sono no ambiente de trabalho como, por exemplo, o tradicional cafezinho ou mesmo lavar o rosto com água bem fria. No entanto, isso não pode fazer parte da rotina do profissional. “Se isso ocorre com freqüência, está na hora da pessoa mudar seus hábitos ou procurar um especialista em medicina do sono. Substâncias que contêm cafeína inibem um hormônio chamado adenosina e durante o dia, ele vai se acumulando para que em um certo momento gere, no indivíduo, a vontade de dormir. Quando lanço mão desse artifício, dificulto o início do sono”, complementa Andrea Bacelar.

Ações preventivas – Os programas informativos podem conscientizar as pessoas sobre as necessidades de mudanças de hábitos que ajudam a dormir melhor e esse trabalho surge através dos programas voltados para a qualidade de vida dos funcionários. Dentre as dicas dadas pela neurologista, para que as empresas ajudem os funcionários sonolentos, ela cita o estímulo a um ambiente de trabalho menos tenso e com competitividade exagerada, salas de descanso após as refeições e uma atenção especial voltada para as horas trabalhadas.
Ela menciona ainda que grandes empresas já contratam médicos especialistas em sono para realizarem trabalhos de consultoria. Através desse tipo de investimento, destaca Bacelar, viu-se que a economia feita graças a esses profissionais é tão expressiva que os tornam pontos-chaves no manejo dos horários dos funcionários. Por fim, a médica lembra que de 20% a 50% dos adultos sofrem de algum tipo de insônia e que as pessoas com esse distúrbio sabem como isso interfere na vida delas. “Antes de tudo, deve-se procurar o auxílio médico e não ficar usando receitas da vovó e se automedicando com tranqüilizantes, pois isso, no futuro, trará conseqüências mais graves que a insônia em si”, conclui Andrea Bacelar.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012





Senhoras e Senhores integrantes de todas as Guardas Municipais do Brasil

Informo a todos que nos dias 17 a 19 de outubro de 2012, o Sr Comandante Geral da Guarda Civil Metropolitana Joel Malta de Sá, Presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais estará em Brasília, ocasião em que participará das reuniões do Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

            O Sr Comandante Geral da GCM Joel Malta de Sá conseguiu incluir na Pauta das reuniões o tema Aposentadoria Especial para os Profissionais da Segurança Pública que Exercem Atividades de Risco, estando as Guardas Municipais contempladas nos Projetos de Lei em andamento no Ministério da Justiça.

            Estará discutindo com a Secretária Nacional de Segurança Pública – Regina Miki os seguintes assuntos:

  1. Porte de Arma de Fogo para todas  as Guardas Municipais do Brasil independente do número de habitantes nos municípios:  Como já dito anteriormente, não é o número de habitantes que, hoje no Brasil, tem definido qual município é ou não violento, os criminosos estão em todo o país, em todos os municípios, independente do número de habitantes, não podemos deixar os bandidos armados e os nossos Guardas Municipais desarmados e com suas preciosas vidas em risco.

  1. Inclusão das Guardas Municipais na Força Nacional de Segurança Pública:Alteração do Decreto Federal nº 5289, de 29 de novembro de 2004, incluindo as Guardas Municipais na Força Nacional de Segurança Pública, pois, algumas das atribuições definidas no referido Decreto podem ser exercidas pelas Guardas Municipais, respeitando a competência legal de cada Órgão de Segurança.

  1. Isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para compra de Veículos e equipamentos para as Guardas Municipais: Não há razão para que os municípios não tenham isenção de imposto para a compra de veículos e equipamentos para uso das Guardas Municipais, pois, estas atuam na Segurança Pública dos municípios, estão inseridas no Sistema  de Segurança Pública e merecem o mesmo tratamento que os demais Órgãos que fazem parte do mesmo Sistema.

  1. Marco Regulatório das Guardas Municipais: Precisamos saber o andamento, os trabalhos foram encerrados e a proposta, até então, se encontra com o    Excelentíssimo Sr. Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

  1. 22º Congresso Nacional das Guardas Municipais: Está confirmado, o Congresso será realizado em São Paulo, no Auditório Elis Regina da São Paulo Turismo – Anhembi, nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2012.  A Abertura será no dia 12 às 10h00.  Conversei pessoalmente com a Secretária Nacional de Segurança Pública Regina Miki sobre o Congresso,  convidaremos, além do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a Presidenta da República Dilma Rousseff para a abertura do Evento. Estamos fechando a relação dos hotéis para encaminhamento a todos.

Um grande  abraço a todos.

JOEL MALTA DE SÁ
R.F. 575.158.6.01
Comandante Geral da Guarda Civil Metropolitana
Presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais

Enviado por:

        Euclides Conradim
         Inspetor Regional
     Chefe de Gabinete do
Comando Geral da GCM-SP

FONTE: blog do GCM Duarte

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Guardas Municipais atuam no processo eleitoral de Maragogipe


A Guarda Municipal de Maragojipe atuou de forma efetiva juntamente com a Policia Militar, durante todo processo eleitoral da cidade. Os trabalhos começaram a partir das 7h e se estenderam até as 19h, de onde a Guarda Municipal montou todo aparato de segurança para a recepção das urnas.


Mais uma vez, a Guarda Municipal de Maragogipe mostrou eficiência e deu tranquilidade e segurança ao povo de Maragogipe. Mostrando dedicação e compromisso com a sociedade.



Fonte: Guarda Municipal de Maragogipe
             blogamigosdaguardacivil

"Bancada da bala" mira mudanças na Guarda Civil em São Paulo

Telhada, que foi chefe da Rota até o ano passado, quando saiu a sua aposentadoria compulsória, fez fama com declarações fortes contra os criminosos


A Câmara dos Vereadores de São Paulo terá a partir do próximo ano dois ex-policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) entre os seus 55 vereadores. O ex-tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada (PSDB), 50 anos, e o capitão aposentado Roberval Conte Lopes (PTB), 65 anos, estarão entre os representantes dos paulistanos. Polêmicos por suas declarações, ambos são amigos - ainda da época da PM - e têm discurso político parecido, de "trabalhar pela melhora das condições da Guarda Civil Metropolitana".


Telhada, que foi chefe da Rota até o ano passado, quando saiu a sua aposentadoria compulsória, fez fama com declarações fortes contra os criminosos. Da linha "bandido bom é bandido morto", respondeu por mais de 30 mortes nos seus pouco mais de 30 anos de polícia. De acordo com ele, em apenas um ano, foram 13.
"Fama todo mundo tem. Principalmente quando se trabalha dentro da lei e se é enérgico. Professor que cobra do aluno é tido como chato. Como policial, tive um comando transparente", afirmou.

Entre seus planos para o mandato que se inicia no ano que vem, a Guarda Civil Metropolitana aparece no alto do que ele diz ser sua lista de prioridades. "O que eu quero trabalhar muito é com a guarda. Ela está apagada, fora das funções. Há 6,3 mil policiais e você não vê ninguém na rua. Eles precisam de plano de carreira, salário, novos concursos. Queremos que eles estejam no apoio à segurança em São Paulo", diz.

Telhada diz que quer empregar rapidamente o seu "estilo" na Câmara. "Comigo não tem esse negócio de partido, de bancada. Eu vou atuar pró-comunidade", diz ele. Segundo Telhada, a guarda tem de trabalhar dentro das suas atribuições, na vigilância de bens públicos, por exemplo. "Mas ela pode auxiliar o trabalho da Polícia Militar", afirma.

Antes de assumir, porém, ele terá de superar um pedido de impugnação do seu registro de candidatura feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-SP). Isso porque o candidato teria publicado mensagens que incitam a violência em sua conta na rede social Facebook. Em julho, o coronel sofreu críticas por incitar a violência em seu perfil ao utilizar termos como "vagabundos" e "safados" para se referir a ladrões e criticar organizações de direitos humanos que tratam da violência policial. Após uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre o tema, o repórter André Caramante teve de mudar a sua rotina depois de sofrer ameaças de morte, que estão sob investigação pelas autoridades paulistas.

"Isso não me preocupa. Estou em paz, não fui eu que fiz. Há pelo menos sete perfis com o meu nome nas redes sociais, de simpatizantes meus. No meu, você pode lá procurar. Tenho cerca de 60 mil seguidores e não há nenhum tipo de ameaça lá", defende-se.

Conte Lopes
Deputado estadual seis legislaturas consecutivas, Conte Lopes não se elegeu em 2010 e agora foi convidado pelo PTB a disputar uma vaga de vereador. Eleito com quase 32 mil votos, ele afirma que também quer trabalhar pela valorização da Guarda Municipal.
"Há 8 anos não se abre um concurso para melhorar os quadros. São Paulo vive um momento de muita insegurança e a guarda tem um papel importante a cumprir, dentro das suas atribuições", diz. Conte Lopes é autor do livro "Matar ou Morrer", que originou o filme "Rota Comando" e fez "fama" nos anos 80 em ações policiais com alto índice de letalidade.





Fonte:http://noticias.terra.com.br/blogamigosdaguardacivil







quarta-feira, 3 de outubro de 2012




Os Guardas Civis Silva e Oriel do Pelotão Rural da Guarda Civil de Piracicaba SP, prenderam na noite de domingo 30/09 João V. B por porte de arma. Com ele os guardas apreenderam cinco espingardas de diversos calibre e munições. O agricultor foi conduzido ao Plantão Policial onde foi autuado em flagrante, pagou fiança e responderá o crime em liberdade.
Armas e munições apreendidas
Armas e munições apreendidas Tudo começou quando os guardas faziam patrulhamento pelo Sitio Santa Helena distante de 30 kilometros do centro de Piracicaba, onde foram informados por outros agricultores, que ouviram disparos de arma de fogo vindo da direção do sitio de João. Os guardas foram até o local, onde localizaram na casa do agricultor cinco armas de fogo, sendo uma espingarda calibre 12, uma espingarda calibre 24 e outra de calibre 22 e outra de calibre 28, farta munição e frascos de pólvora. 
Fonte: Seção Operacional - Blog do Ramos/Blog amigos da guarda civil

Posted: 02 Oct 2012 07:26 PM PDT
Apesar de recente, está em curso um complexo processo de construção de novas identidades profissionais das Guardas Municipais, elevadas à condição de nova agência no campo do sistema de segurança pública e justiça criminal brasileiros. Esse fato acaba tendo uma singular importância por conta das eleições municipais, dando mais visibilidade à temática da reforma das instituições de segurança pública e do sistema de justiça criminal – é claro, isso ocorre porque as Guardas Municipais tem como poder o governo dos municípios.

Essa discussão toma corpo potencializada pelo clamor popular e pelas linhas de financiamento abertas pelo governo federal, desde princípios dos anos 2000, seja através do Fundo Nacional de Segurança Pública, seja através do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Ao lado da mobilidade urbana, o novo padrão organizacional de atuação das Guardas Municipais será a grande vedete das eleições de 2012. Vários fatores sinalizam nessa direção.

Não podemos ignorar a repercussão dos novos editais públicos de custeio de políticas de segurança com foco na prevenção, assim como as mudanças normativas que tramitam no âmbito do Congresso Nacional, com vistas a (re)definir uma nova gramática de atuação das Guardas Municipais e, no limite, dos municípios na segurança do direito à cidade e à cidadania. Nesse contexto, o Senado aprovou em 16 de maio o projeto que cria o Sistema Nacional de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp), condicionando o envio das informações de segurança pública ao repasse de recursos oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública, sendo que, para os municípios, há ainda outra exigência: a existência de Guarda Municipal. Exigência semelhante, diga-se de passagem, já havia sido incorporada à Lei n.º 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública, pela Lei n.º 10.746, de 10 de outubro de 2003, que estabelece grau de prioridade maior no recebimento dos recursos do Fundo para municípios que mantenham Guarda Municipal, realizem ações de policiamento comunitário ou, ainda, implantem Conselhos de Segurança Pública.
Essa possibilidade de ampliação das atribuições das Guardas Municipais vem encontrando eco junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça, e ao Congresso Nacional, especialmente através, respectivamente, da constituição de um marco novo regulatório e de um conjunto de Propostas de Emendas à Constituição, em especial a chamada PEC 534/2002, que modifica o §8º do art. 144, da Constituição Federal, ao agregar às funções das Guardas Municipais a de “proteção das populações”.

A falta de clareza da(s) identidade(s) profissional(is) das Guardas Municipais acaba por obliterar sua legitimação social e institucional, inviabilizando seu reconhecimento público como instituição fundamental na prevenção das violências e da criminalidade e na consolidação de um modelo de segurança cidadã, baseado efetivamente na compreensão dos múltiplos fatores que afetam e estão correlacionados com a segurança e com a convivência nas cidades, no bojo da segurança dos direitos, passível de ser inferida por uma leitura constitucional da segurança como um direito social.

O que falta? Com certeza: melhor mobilização, organização e planejamento das mais de mil Guardas Municipais existentes no país.

Como fazer? Com formação e informação nos marcos da Matriz Curricular Nacional das Guardas Municipais, a exemplo de experiências ainda isoladas, como a Academia Estadual de Guardas Municipais do Rio Grande do Sul. Os Guardas municipais formados estão sendo provocados e provocando tensões para uma construção de novos modelos de segurança pública e de policiamento comunitário desde as cidades.

Estamos frente, enfim, a uma possibilidade histórica, e bastante concreta, de, a um só tempo, construir uma nova identidade profissional das Guardas Municipais na gestão integrada da prevenção das violências e dos crimes que emergem nas cidades, acompanhada de uma nova legitimação municipal no campo da segurança cidadã junto à população.

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*Autores: 
Aline Kerber (Socióloga e Especialista em Segurança Pública e Cidadania; Diretora de Pesquisa do Instituto Fidedigna; Coordenadora do 1º Censo sobre Ações de Segurança Pública do RS)
Eduardo Pazinato (Mestre em Direito; Secretário Municipal de Segurança Pública e Cidadania de Canoas; Presidente da Associação dos Secretário e Gestores Municipais de Segurança Pública do RS; Coordenador do Núcleo de Segurança Cidadã da Faculdade de Direito de Santa Maria).
fonte:BLOG AMIGOS DA GUARDA CIVIL